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Abaixo-assinado Manifesto Contra ações da Escola PIO XII ( RJ)

Para: Administração da Escola PIO XII / Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria

Manifesto contra algumas ações da administração da Escola Pio XII


Somos um grupo de responsáveis de alunos da escola Pio XII que decidiu escrever este manifesto como repúdio a algumas ações arbitrárias tomadas pela atual administração da escola no ano de 2012.

Assim como muitos pais de alunos que acreditam na proposta pedagógica da escola, confiamos também nossas crianças ao corpo docente desta instituição. Temos também forte afinidade com a crença da escola de que a educação das crianças deve ser pautada na parceria família-escola. No entanto, nos indignamos com algumas ações tomadas pela escola que, sem justificativas adequadas, desconsidera esta parceria almejada pela própria instituição e defendida pelos pais dos alunos. Nos referimos às seguintes ações :

a) acabar com o horário integral;
b) acabar com o desconto na mensalidade paga até o dia 05 de cada mês;
c) demitir duas professoras competentes e queridas pelos alunos e pais dos alunos.

Inicialmente soubemos por pais de alunos que freqüentavam o horário integral, que foram surpreendidos com um comunicado da instituição, enviado pelos correios, informando que no ano de 2013 a escola não mais ofereceria a opção de horário integral. Alguns pais procuraram a direção e foram surpreendidos com a justificativa de que os valores pagos pelos alunos do horário integral não estavam cobrindo as despesas da escola com relação a esta opção. A direção, no entanto, não se sensibilizou com a necessidade dos pais e nem sequer manifestou qualquer possibilidade de manter o horário integral, inclusive a de aumentar a mensalidade, já que as questões financeiras, parecem ser, neste caso, as únicas consideradas pela administração atual. Onde está a parceria, a negociação com os pais e a consideração de um colégio com 1.200 alunos para com a necessidade das crianças e dos pais, seus clientes? Diante desta nova realidade, alguns pais resolveram tirar seus filhos do colégio e outros tiveram que fazer nova adequação para seu dia a dia e o das crianças. Cabe ressaltar que os pais que não possuem filhos em horário integral não foram informados dessa decisão da escola, o que acabou causando surpresa e indignação também para aqueles que haviam planejado matricularem seus filhos no horário integral.

No mês de novembro e dezembro de 2012, época da rematrícula, ficamos sabendo no ato da rematrícula, que o desconto (7%) dado pela escola àqueles que pagavam a mensalidade até o dia 05 do mês, tinha sido cancelado. Essa informação não foi divulgada e só foi informada aos pais que questionaram o valor sem o desconto. Hoje, muitos pais continuam sem saber dessa atitude da administração. Ao questionarmos, recebemos a explicação de que a escola precisa fazer arrecadações financeiras suficientes para suprir outras instituições administradas pela congregação e que no ano de 2012 isto não aconteceu, motivo de cancelarem o desconto. Em compensação, para justificar nossos argumentos de que os descontos já foram incluídos nas despesas financeiras de algumas famílias, nos informaram que a escola conseguiu recursos para um seguro para as crianças, que será oferecido no ano letivo de 2013 (ainda não divulgado). Como se não fosse obrigação das instituições de ensino contratarem seguros para seus alunos contra acidentes em sua dependência. Mais uma situação que indagamos se a administração não deveria ser mais transparente e informar e discutir junto aos representantes dos alunos.

Com relação às ações que a escola vem tomando de caráter sempre financeiro, devemos informar que nas festividades da escola envolvendo os alunos, como no dia das crianças, na apresentação de final de ano da educação infantil, a instituição não contribuiu com ajuda financeira para os eventos realizados. O sorvete distribuído às crianças no dia das crianças e todo o cenário e vestimentas das crianças na apresentação de final de ano foram financiados pelos professores e por alguns pais que se disponibilizaram para ajudar nas festividades. Fica, portanto, claro que a parceria se configura entre pais e professores e não entre pais e instituição.

O ápice de nossa indignação ocorreu quando, no dia 27 de dezembro de 2012, uma mãe recebeu a informação de que duas professoras da educação infantil foram demitidas com o argumento de que não havia alunos suficientes que justificassem a quantidade de professores no corpo docente. Essa mãe, indignada e surpreendida com tal informação, divulgou isto a outras mães que na mesma intensidade de espanto, indagaram: por que estas professoras? São professoras experientes, altamente competentes, bem treinadas pela escola, que defendiam a proposta pedagógica desta escola, e com condições plenas para exercerem suas funções à altura das melhores instituições de ensino. Além disto, estas professoras também disseminavam junto aos alunos e aos pais a formação religiosa, a pareceria e a proposta de educação humanizada e fraterna que a instituição apresenta em seus discursos, mas que, infelizmente, não estão refletidas nas ações arbitrárias da administração atual.

Ao questionar junto à coordenação sobre a demissão das professoras, esta mãe, citada acima, recebeu como resposta, “que foi uma ação tomada pela administração e que a coordenadora não teve como intervir”. Assim, novamente verificamos mais uma ação arbitrária da administração, o que culminou neste protesto e motivou a reunião de duas mães e uma avó com a administradora da escola, Irmã Expedita, a fim de se questionar o porquê da demissão das professoras e qual o critério adotado para tal. Esta reunião ocorreu no dia 08 de janeiro de 2013.

A partir desta conversa com a escola, que passamos a relatar abaixo, saímos com a certeza de que as ações foram realmente arbitrárias, que não houve consideração aos argumentos, necessidades e sentimentos dos pais dos alunos, os principais mantenedores desta empresa chamada escola, uma vez que não faz sentido uma escola sem seus alunos.

Iniciamos a reunião indagando a representante da escola o porquê da demissão. Recebemos como resposta e justificativa a falta de contingente de alunos para justificar o número de professores. Então, diante desta resposta, indagamos porque estas duas professoras e não outras. A representante preferiu não responder, afirmando que foi uma prerrogativa interna da escola e que não cabia a divulgação. Expusemos nossa indignação pelo fato de serem professoras competentes e que "vestem a camisa da escola", e ainda, que são muito queridas pelos alunos e também por muitos pais. Além disso, questionamos à representante se nessas ações, como nas outras que já citamos, não deveria a instituição ouvir alguns pais para então tomar determinada ação. Indagamos o conceito de parceria para a escola (será que é apenas na hora de fazer doações para instituições carentes ou nas festividades ou deveria ser também em situações onde os alunos e suas famílias são afetados?). Também questionamos por que um colégio deste porte não tem associação de pais ou ao menos pais representantes para interagirem com a escola no direcionamento de ações educativas/ administrativa / pedagógicas da instituição que, mesmo sendo privada, tem cunho social e religioso. Colocamos nossa consideração da necessidade de uma representação dos responsáveis em reuniões periódicas com a administração para discutir /sugerir ações que envolvem a escola, os professores, os alunos e os pais. Como fica a imagem social e religiosa do Escola PIO XII para os pais e para a sociedade diante das ações desta administração aqui relatadas?

Questionamos ainda à representante o porquê de não ter sido solicitado aos pais uma avaliação dos professores. Colocamos a nossa necessidade de falar ao colégio sobre nossas dúvidas, satisfações e insatisfações junto à escola. A representante argumentou que a escola está aberta para receber reclamações e elogios dos pais. Explicamos, então, que assim como a escola quer que os pais comuniquem seus elogios e satisfações, nós, enquanto pais e clientes, também queremos mais comunicação da escola, queremos que a escola seja mais transparente em suas ações, que informem aquilo que diz respeito e afeta os alunos e seus pais. Pedimos à representante que a escola defendesse mais sua proposta pedagógica e de parceria e que fizesse mais reuniões com os pais ou com os representantes destes a fim de disseminar a filosofia e as ações da instituição de ensino.

Diante do exposto, ainda indignadas com as ações da escola, solicitamos sua contribuição em divulgar este manifesto aos pais e colaboradores da Escola Pio XII, assim como assinar o documento de abaixo assinado para que seja endereçado à administração da escola e à Congregação das Irmãs do Sagrado Coração de Maria, que administra e mantém a instituição de ensino Escola Pio XII, a fim de formalizarmos a nossa solicitação, na expectativa de um desdobramento positivo para alunos e pais e para todos aqueles que esperam da Escola Pio XII uma parceria de verdade e uma gestão mais humana e cristã.

Atenciosamente,


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